quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ceará é o 4º com menor número de médicos

De acordo com o estudo realizado pelo Ipea, o Estado fica à frente apenas do Maranhão, Pará e Rondônia

Com 2,2 médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para cada mil habitantes, o Ceará é o quarto Estado brasileiro com menor número desses profissionais em relação à quantidade total de cidadãos. Os dados são do estudo Presença do Estado no Brasil: federação, suas unidades e municipalidades, divulgado, ontem, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Ceará fica à frente apenas do Maranhão (1,3), Pará (1,5) e Rondônia (1,8). O Ipea utilizou as informações do Banco de Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus), Cadastro Nacional de Estabelecimentos da Saúde (CNES) e Ministério da Saúde.

No último dia 7 de dezembro, o Diário do Nordeste divulgou com exclusividade, na matéria "Ceará tem um médico para cada mil habitantes", a pesquisa Demografia Médica no Brasil, um mapeamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), o qual inseria o Estado na sétima pior posição brasileira no ranking que avaliava a distribuição dos profissionais entre a comunidade.

Hoje, a situação parece não ter mudado. Pelo menos é o que afirma o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-CE), Ivan Moura Fé. "Temos um grande déficit nas especialidades, como pediatria, neurologia, reumatologia, entre outras. Há uma espera grande, que pode durar meses e meses para determinadas cirurgias no SUS. Tudo isso em virtude dessa carência, o que pode trazer prejuízos grandes para o paciente", explica.

Para Moura Fé, é necessário que seja lançado rapidamente um novo concurso para o Programa Saúde da Família (PSF) no Estado inteiro.

"A nossa região é muito pobre. Em consequência disso, a população tem uma maior necessidade de ser atendida pelo SUS. Acredito que talvez com a criação das policlínicas essa situação possa mudar", comenta o presidente do CRM-CE.

Investimentos

O titular da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Arruda Bastos, afirma que o governo tem investido para mudar este cenário, como exemplo citou o apoio ao surgimento de novos cursos de medicina, a ampliação das vagas de residência e a criação da seleção unificada para esses espaços.

"Com os incentivos, teremos um número maior de médicos especialistas, em um total de 62 áreas que estão sendo ofertadas na nova residência. Além disso, acaba com a vagas ociosas nas residências", comenta.

THAYS LAVOR REPÓRTER DN

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